Babalon – O Cálice
Na tradição esotérica, Babalon é a Senhora Escarlate, arquétipo do feminino sagrado em sua forma mais livre, intensa e indomável.Ela representa a entrega, o mistério, a paixão transmutada em poder e a coragem de atravessar os próprios véus para encontrar a verdade interior.
- Técnica
- Tela em Acrílico
- Dimensões
- 80x60cm
- Coleção
- Entidades de Poder
- Disponibilidade
- Sob consulta
Uma conversa direta com a artista, ao seu ritmo.
A história
desta presença.
Na tradição esotérica, Babalon é a Senhora Escarlate, arquétipo do feminino sagrado em sua forma mais livre, intensa e indomável. Ela representa a entrega, o mistério, a paixão transmutada em poder e a coragem de atravessar os próprios véus para encontrar a verdade interior.
Seu cálice, erguido ao centro da imagem, simboliza o receptáculo da vida, da transformação e da iniciação. É o lugar onde desejo, dor, êxtase e sabedoria se misturam, não como opostos, mas como partes de uma mesma força sagrada.
“O Cálice de Babalon” é o arquétipo da rendição consciente: não a fraqueza de quem se perde, mas a potência de quem se entrega ao próprio caminho sem medo da própria profundidade. O véu sobre seus olhos revela que sua visão não pertence ao mundo comum — Babalon não enxerga apenas formas, mas essências, sombras e verdades ocultas.
Contemplar Babalon é ser chamado a abandonar máscaras, romper antigas prisões e reconhecer a chama escarlate que habita em si. É um convite à transformação: beber do cálice da própria alma e aceitar que todo renascimento exige coragem, entrega e fogo.
“‘O Cálice de Babalon’ nasceu como uma visão de força, mistério e rendição. Enquanto pintava, senti que Babalon não surgia para ser compreendida de imediato, mas para ser atravessada — como um portal vermelho entre o medo e a liberdade.
O véu sobre seus olhos me revelou uma presença que não precisa ver para saber. Ela enxerga por dentro. Sente o que está oculto. Guarda no cálice tudo aquilo que muitas vezes tentamos negar: desejo, dor, poder, sombra e luz.
Em cada camada da obra, reverenciei a mulher que não se diminui, que não pede permissão para existir e que transforma intensidade em sabedoria. Babalon, para mim, é essa força escarlate que nos convida a parar de fugir de nós mesmos.
Esta obra é um chamado à entrega. Olhar para Babalon é se aproximar do mistério — e compreender que, às vezes, o verdadeiro despertar começa quando aceitamos beber do próprio cálice.”



