Lúcifer – A Comunhão
Na simbologia espiritual, comungar com Lúcifer é reconhecer nele não apenas o anjo caído, mas o portador da luz, arquétipo da busca por liberdade e conhecimento.A comunhão é troca: o humano se abre ao fogo da consciência, e o anjo oferece a lembrança da centelha que nunca se apaga.
- Técnica
- Tela em Acrílico
- Dimensões
- 80x60cm
- Coleção
- Entidades de Poder
- Disponibilidade
- Sob consulta
Uma conversa direta com a artista, ao seu ritmo.
A história
desta presença.
Na simbologia espiritual, comungar com Lúcifer é reconhecer nele não apenas o anjo caído, mas o portador da luz, arquétipo da busca por liberdade e conhecimento. A comunhão é troca: o humano se abre ao fogo da consciência, e o anjo oferece a lembrança da centelha que nunca se apaga.
O cacho de uvas, nesse contexto, remete ao banquete sagrado, ao vinho da vida e ao êxtase místico que surge da transformação. Ele é sinal de abundância, mas também de sacrifício e alquimia. A rosa, por outro lado, guarda o mistério do amor e da iniciação: cada pétala como um véu que se abre, revelando o centro oculto da verdade e da beleza.
Assim, a comunhão torna-se plena: não apenas com a figura do anjo, mas com o ciclo da vida, da morte e da beleza eterna. “Lúcifer – A Comunhão” é símbolo de reconciliação e de entrega, um convite a partilhar do vinho e da rosa, da dor e da luz, da sombra e da chama que habita em todos nós.
Lúcifer – A Comunhão
Depoimento da Artista – Ruby
“‘Lúcifer – A Comunhão’ nasceu de um instante de entrega. Enquanto pintava, senti como se minha alma e a dele se encontrassem no meio do fogo e da luz, não em confronto, mas em partilha.
O cacho de uvas surgiu como oferenda: fruto da abundância, do êxtase e da transmutação, lembrando que todo vinho nasce do esmagar, e que a vida também se faz de ciclos de morte e renascimento. A rosa, por sua vez, apareceu como selo da beleza e do mistério — flor de amor e de segredo, que abre suas pétalas revelando camadas infinitas da alma.
Na tela, não busquei apenas retratar — busquei comungar. Comungar com a liberdade, com a centelha da rebeldia sagrada, com o brilho da estrela que ilumina mesmo em meio ao exílio.
Para mim, esta obra é um rito silencioso: o encontro entre o humano e o anjo, entre a queda e a ascensão, entre a dor e a beleza de ser livre.”



